WW

Há muito sou fanática por um cantor-poeta que a maioria de vocês talvez desconheça, chamado Wander Wildner. É gaúcho e fez parte da banda Replicantes. Sempre que podia ficava deitava longas horas, ouvindo suas músicas, de olhos fechados, imaginando sua voz rouca bem perto do meu ouvido... Até que um dia...

Conheci numa conferência um engenheiro (que não era do Hawaii), um sósia quase perfeito. Os mesmos cabelos cor de mel, mesma altura, em forma, provavelmente da mesma idade, já que Wander deve ter quarenta anos, parecendo um garoto ainda. Os olhos verdes azulados enormes, o mesmo formato do rosto, só os dentes tortos eram um pouco diferentes dos do original. Passei o tempo todo sem conseguir parar de olha-lo, sempre que podia. Ele percebeu e me sorria, discreto. Pensei comigo "não posso deixar essa vítima escapar". Na hora do coffee break, fiquei perto dele na fila em volta do buffet e quando fui me servir do suco de laranja, quase deixei a bandeja cair. Nós dois fomos ao mesmo tempo pegar a jarra e o braço dele encostou no meu. O tempo parou, os violinos tocaram, olhamos um nos olhos do outro sorrindo, ele se atrapalhou e baixei o olhar, pra não começar a rir nervosamente, e aí percebi o volume dentro de suas calças. Ele percebeu e ficou sem graça, mas eu o olhei corajosamente e sorri, discreta, me afastando com a minha bandeja, já sem apetite nenhum. Mesmo assim, acabei tomando lanche automaticamente.

A conferência continuou, e como estávamos numa espécie de circulo e no final haveria uma atividade dessas brincadeiras pra emocionar executivo, sentei-me do outro lado, em frente, assim teríamos que olhar um para o outro. A psicóloga que orientou essa atividade, no final, pediu para que nos levantássemos, cada um se apresentasse à pessoa a seu lado e que trocássemos de lugar, assim todos se apresentariam e criaríamos um ambiente de trabalho melhor. Deveríamos dizer: meu nome é tal e gosto de você, olhando nos olhos um dos outros. Eu não poderia contratar uma profissional melhor que essa, nem com a ajuda de um Headhunter. Aí ouvi sua voz, que tremeu na hora, e era diferente da do Wander, mas rouca e eu gostei. Seu nome era, coincidentemente, Wagner.

No final, descemos no mesmo elevador, todo mundo conversando, deixei o grupo sair e ele também ficou por último. Saímos conversando banalidades, e ele me convidou para almoçar. Enquanto rodamos atrás de um lugar, ele falou com a voz aveludada, "vamos ficar por aqui mesmo, parece um bom restaurante" e percebi que seria como eu gosto: fácil. Almoçamos e conversamos durante mais de duas horas. Ele era divertido e inteligente, coisa rara num executivo. Acabei falando do Wander e ele disse que iria querer conhecer o trabalho dele, já que lhe deu a sorte de ter me conhecido. Era tímido, muito solitário e só com uma caçadora nata como eu para empurra-lo é que estava com alguém. Após o almoço, ele disse que estava hospedado ali perto e me convidou para um cafezinho em seu apartamento. Um luxo. No caminho, eu toquei algumas músicas do Wander no carro e ele disse que "Até que é bacana". Claro que coloquei as mais sentimentais possíveis. Agora o mal estava feito, era só literalmente, correr pro abraço... Entramos, e ele ajeitou os óculos, única diferença do Wander que não os usa.

Puxei-o pela gravata e lhe dei um beijo na boca daqueles de tirar o fôlego, para que ele não tivesse tempo de pensar. O resultado foi o esperado. Encostei meu corpo no dele e percebi que ele estava pronto, e seus braços me acariciaram por baixo da blusa. Suas mãos foram descendo e abri a calça para que ele começasse a me acariciar e despir, fazendo o mesmo com ele devagar. Desatei o nó da gravata, desabotoei a camisa, fui tirando e vendo seu corpo sarado, melhor que o do original, abri sua calça e ele não deixou que eu tirasse a cueca. Só não tirei seus óculos para que ele pudesse me ver. Foi ótimo porque ele suspirou: "Você é... é... é esplendida!". Ele me pegou no colo e levou para a cama. Lá nos despimos do resto, mas ele terminou de se despir por último e tirou os óculos. Então vi que seu pênis era enorme, e fiquei meio assustada, mas ele deitou-se sobre mim, me enlaçando com os braços fortes, e foi se acomodando entre as minhas pernas e me penetrando devagar, enquanto me beijava o pescoço, passando sua língua perto da raiz dos meus cabelos, me provocando sensações deliciosas. Acho que ele não estava nem com a metade do pênis se movimentando dentro de mim quando meu corpo estremeceu, sua mão tocou meu clitóris da maneira certa e senti um prazer tão grande que meus gemidos se tornaram quase gritos. A partir daí foi uma sucessão de orgasmos. Então ele levantou-se um pouco e me olhou, levantou-se o suficiente para que eu o visse me penetrar, o que foi delicioso. Então ele saiu de mim, e com cuidado, me virou de costas. Eu mesma não teria forças. Suas mãos tocaram meus seios enquanto ele me penetrava por trás, com cuidado, se movendo até que o pênis estivesse inteiro dentro de mim. Doía um pouco, mas era muito bom, e eu disse que não doía quando ele me perguntou. Sua boca em minha nuca me provocava arrepios de prazer e eu já nem sabia onde estava sentindo mais prazer, em que lugar do corpo. Depois de algum tempo me fazendo gozar assim, ele virou-me de novo de frente para ele, e voltou a me penetrar, dessa vez sem cuidado. Dessa vez sem controle. Ele se movia rápido e eu enlouquecia, mesmo sentindo alguma dorzinha. Era delicioso, senti sua boca na minha, sufocando meus gemidos de prazer, até que ele afastou sua boca da minha e eu ouvi seus gemidos, enquanto nós dois gozávamos juntos.

Algum tempo depois, estávamos tomando banho (um banho delicioso e incomum) quando tocou meu celular. Não tive tempo de desligar, falha imperdoável para uma caçadora. Era do trabalho, eu simplesmente havia desaparecido por mais de quatro horas. Pretextei um defeito no carro e tive que ir embora. Ele se despediu de mim com muitas carícias e eu lhe disse que ele era maravilhoso... E era verdade!
Essa história ainda teve alguns outros capítulos... Se quizerem saber, me peçam e lhes contarei. Ultimamente me tornei meio Forest Gump...

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